sexta-feira, 26 de agosto de 2011

LEIS FRÁGEIS PODEM INSTAURAR O CAOS NO BRASIL

Cada vez mais, a deliquência infanto-juvenil vem sendo retratada nos meios de comunicação de massa, o pior é que eles - os menores infratores - estão aos poucos percebendo que simplesmente não há limites impostos pelas autoridades que não possam ultrapassar. O modelo familiar falido joga para a escola a unica responsabilidade de educação. 

Não quero ser  apocalíptico, mas a coisa está rumando para um caos. As "crianças" infratoras sabem que podem invadir o domínio privado (casas, apartamentos, prédios públicos, empresas, lojas, hoteis etc.) quando bem entenderem e causar danos morais e materiais até com perda de vidas, e todo o histórico de crimes, com a marioridade de diluirá como num passe de mágica, como se eles nunca tivesse feito mal a uma abelhinha.

O que chamam de "crianças", muitos deles têm biotipo e massa muscalar igualáveis a atletas profissionais, são marmanjos que agridem, roubam, estupram e matam sabendo que seus crimes mais tarde cairam na imputabilidade. No final, sairão "limpos", com ficha criminal zero. 

A polícia, bem treinada e orientada para não ultrapassar os marcos delimitados pela lei, apreende esses menores com rapidez e presteza quase que imediatamente à prática do delito,  o que gera na população uma falsa sensação de segurança, ou pelo menos de resposta rápida ao crime. Quando menos se espera, os ditos já estão soltos e desta vez mais ameaçadores ainda. É nesse ponto que a sociedade se sente refem impotencial do medo. Prendem-se nos seus domicílios o quanto podem. Ainda correm o risco de serem mortos no portão. Não importa se numa casa simples, ou da alta classe, nos condomínios de luxo, existe uma atmosfera de medo, uma triste expectativa de que nalgum momento, do dia ou da noite, eles estarão lá, para aterrorizar. 

O outro lado desse fenômeno social pode vir também como resposta da própria sociedade. A lei, se mostrando inoperante e, por isso mesmo, insuficiente, esses mesmos "menores" poderão ser caçados como bichos, encurralados e mortos das mais terríveis formas, como se vê aqui e ali, grupos de extermínio se organizando e atuando em várias cidades do Brasil, sem que nem a justiça, nem os Direitos Humanos possam se interpor entre eles.

Acreditamos que as leis devam ser reeditadas, dando a devida culpa ao criminoso. Não é porque nasci numa família pobre que vou virar bandido. Os fins não justificam os meios. Não é porque estou com a arma em punho, que tenho o direito de tirar a vida a alguém, e assim por diante.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DO IDIOMA NACIONAL

Conhecer o idioma nacional e usá-lo com propriedade hoje em dia não é só uma questão de educação. É uma verdadeira necessidade, que ultrapassa os limites da escola e da formação acadêmica, para atingir a qualidade de vida dos cidadãos. Aquele que encontra dificuldades em escrever, em falar está despreparado para a luta diária na conquista de seu bem-estar e da aceitação social. Não consegue expressar seu pensamento, suas opiniões são incompreendidas, suas reivindicações passam despercebidas, enfim, todo seu processo de comunicação com os outros fica prejudicado.

Além da ordenação lógica das idéias, falta-lhe a noção precisa do significado das palavras, ou não encontra a palavra certa para traduzir o significado que tem em mente. Quando escreve, o desconhecimento da grafia, da acentuação torna ridículas suas tentativas.

O mais importante de tudo é que não é tarde para desenvolver novos hábitos de leitura, principalmente quando a leitura é substanciada pelo exame contínuo de uma gramática normativa atualizada. 

Quando a pessoa, aos poucos, vai se identificando com as regras gramaticais, com o estudo da semântica, então, a vida começa a ganhar novos contornos e então, descobrimos que existe na nossa língua portuguesa um tesouro maravilhoso que vale a pena explorar. 


COMO É A VIDA FORA DO BRASIL

A vida fora do Brasil pode ser muito diferente daquela a que estamos acostumados. É grande o esforço para se adaptar à língua e aos costumes de outros países.

De acordo com um migrante, "conhecer a realidade que poderá encontrar ao sair do País ajuda a planejar melhor sua viagem, inclusive a repensar sua decisão".

Houve o tempo em que o fluxo migratório era considerado grande, alimentado pelo sonho de realização noutro país. Mas, essa demanda sofre cada vez mais uma visível diminuição, pois, no quesito "geração de emprego e renda" o Governo Federal vem implantando uma série de políticas públicas com o objetivo de auxiliar o cidadão a encontrar seu lugar no mundo do trabalho, estimulando a inclusão social, a formação integral, o acesso e a permanência no mercado de trabalho. 

Entre janeiro de 2003 e julho de 2007, foram gerados 5.873.871 empregos com Carteira assinada no Brasil.

Segundo o psicólogo organizacional João Nunes, o "american way of life" não consegue mais imprimir ou alimentar o sonho do migrante em mudar de vida, em enriquecer lá fora, mesmo porque em muitos estados dos Estados Unidas o índice de desemprego devido a atual crise econômica americana é simplesmente preocupante, e aqui no Brasil, a situação está muito mais vantajosa.

Ele lembra também, que o presidente da Comissão de Assuntos Internacionais do Senado esteve há dois anos atrás entrevistando brasileiros em vários países, principalmente nos EUA, e constatando situações de subempregos, de trabalhos insalubres e pobreza que impossibilitam as pessoas até de voltarem ao País.

Muitas mulheres, frustradas e desiludidas, são absorvidas no submundo da prostituição, são exploradas e muitas delas acabam por tornar-se vítimas do tráfico de pessoas.


De todos os impactos que a pessoa sente ao entrar no outro País é a constatação de que não existe em toda a Terra povo tão caloroso quanto o brasileiro. O brasileiro é acolhedor, sensível, pronto a ajudadar. O europeu e americanos, são frios, e essa frieza pode ser muito bem interpretada como inexistência de afeto solidário.


É mais ou menos como o antigo ditado: cada um por si. Por isso, antes de pensar em migrar para outro País, pensar pacientemente ainda é o melhor caminho.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESTADO DA PARAÍBA - PRIMÓRDIOS POLÍTICOS II

O Começo da República

Quando foi proclamada a República, o Partido Liberal se encontrava no poder. Isso fez com que os luzias passassem imediatamente para a oposição, enquanto os saquaremas procuravam aproximar-se dos propagandistas republicanos, então vitoriosos, para assumirem a situação.

Na Paraíba, os republicanos eram muito poucos. Ainda assim, tentaram chegar ao governo. Albino Meira, professor da Faculdade de Direito do Recife, e candidato amplamente derrotado nas eleições parlamentares do ano de 1889, chegou a ter o nome indicado para dirigir o Estado. Mas a República foi, sobretudo, um golpe militar, e a vontade do exército é que veio a prevalecer.

Entre os conspiradores vitoriosos, estavam os oficiais paraibanos João e Tube Neiva que conseguiram do Marechal Deodoro da Fonseca a nomeação de seu irmão, Venâncio Neiva, ligado ao Partido Conservador e Juiz de Direito de Catolé do Rocha, para Governo do Estado.


Foram nomeados também o Chefe de Polícia, o propagandista republicano Coelho Lisboa, e o Secretário Geral do Estado, Epitácio Pessoa, irmão de um dos conspiradores, o tenente José Pessoa, e sobrinho do Barão de Lucena, amigo, compadre e eminência parda do Marechal Deodoro. 


Venâncio veio para a Paraíba e começou a cuidar de sua política. Rompeu com seu antigo chefe conservador, o Barão de Abiaí e elegeu todos os seus candidatos à Assembléia Nacional Constituínte - três senadores e cinco deputados.


Entre os eleitos, destaques para os deputados Pedro Américo - homenagem ao grande artista - e Epitácio Pessoa, que iniciava, em plano nacional, uma carreira política que o levaria à culminância dos três poderes republicanos - feito até agora não igualado por nenhum outro brasileiro.

MACEDÔNIA - O IMPÉRIO DE FILIPE II

E A CIVILIZAÇÃO HELENÍSTICA

A hegemonia macedônica teve seu ponto de partida na pessoa de Filipe II. Situada ao norte da Grécia, de solo acidentado, porém, fértil, antigamente coberta de bosques. Os macedônios, a quem os gregos chamavam de bárbaros, eram descendentes dos mesmos povos formadores das cidades helênicas e falavam uma língua derivada do grego. 

Com a decadência das cidades gregas, provocada pelas contínuas guerras entre si, a Macedônia, que durante vários séculos havia levado uma vida obscura, projetou-se na vida grega nos tradicionais moldes imperialistas, isto é, através da guerra. Deu porém a Grécia a unidade que as cidades peninsulares jamais haviam alcançado.

Foi sob o reinado de Filipe II (359-336 a. C. aproximadamente) que os macedônios investiram contra as cidades gregas. Filipe havia passado parte de sua juventude, dos 15 aos 18 anos, como refém em Tebas e lá aprendera a tática militar grega. Usou principalmente nas suas conquistas a "falange macedônica", composição militar baseada numa antiga formação grega. A falange era o núcleo do exército e compunha-se de uma massa compacta de 4.096 hoplitas distribuídos em 16 fileiras de 256 homens. Cada soldado levava uma lança de seis metros, de maneira que as lanças da sexta fila avançavam um metro adiante dos homens da primeira. Constituía, pois uma fortaleza viva eriçada de pontas de ferro. Atrás e nos dois flancos da falange ia a infantaria ligeira, apoiada pela cavalaria. Usou também Filipe máquinas de guerra e torres de assalto, já conhecidas pelos assírios, que as haviam introduzido como elemento fundamental para o cerco.


A intervenção macedônica na Grécia foi realizada sob um pretexto religioso: acusados os fócios de lavrarem um campo consagrado a Apolo, perto do santuário de Delfos, tiveram que suportar uma guerra sagrada por parte da liga anfictiônica formada pela Beócia, Doris e Tessália. A liga anfictiónica pediu apoio militar a Filipe e este viu então a oportunidade de não somente intervir no conflito, mas em toda a Grécia. 


Em Atenas, o partido demcrático chefiado por Demóstenes conseguiu convencer a Assembléia Popular do perigo que representava o poderio macedônico. Tornaram-se famosos seus inflamados discursos contra Filipe, conhecidos como Filípicas. Aliados aos tebanos, os atenienses resolveram afastar Filipe da Grécia. 


No início tiveram algum êxito, mas em Queronéia (338 a. C.) foram batidos e a hegemonia grega passou às mãos dos macedônios. Filipe tratou Atenas com respeito, apressando-se em devolver os prisioneiros, porém exigiu-lhe que se submetesse à orientação macedônica.


Pouco depois, reuniu-se em Corinto uma conferência geral dos Estados gregos que o elegeu comandante geral de uma expedição para a dominação definitiva do império persa, velha aspiração não somente macedônica mas particularmente grega. Filipe, porém, foi assassinado no dia do casamento de sua filha (336 a. C.) Seu filho Alexandre iria substituí-lo no trono e realizar as conquistas sonhadas pelo pai.


(Fonte: A. Souto Maior, 1969 in História Geral)

terça-feira, 19 de abril de 2011

ESTADO DA PARAÍBA - PRIMÓRDIOS POLÍTICOS

Muito se pode avançar na história da Paraíba quando buscamos compreender a história política, em seu primórdio. 

As eleições vêm dos primeiros tempos da colonização. Conquistada a capitania da Paraíba, foi fundada a cidade que a sediava (Nossa Senhora das Neves, depois Filipéia, Frederica, e por fim, Parahyba), e constituída sua Câmara, eleita pelos chamados homens bons.

A criação de novos municípios, todos localizados em vilas (Pilar, Campina Grande, Areia, São João do Cariri, Pombal, Sousa), com suas respectivas Câmaras, determinou novas eleições.

Movimento político, em termos aproximados aos que hoje entendemos como tais, vamos encontrar apenas em 1817 quando, acompanhado aos republicanos de Pernambuco, inspirados nas idéias liberais que corriam o mundo, muitos paraibanos, inclusive vereadores à Câmara da cidade, apoiaram a revolução liberal e republicana.

Derrotada esta, sobreviveram as idéias que a produziram. O Brasil era um reino unido a Portugal. E foi na antiga metrópole que uma Revolução Constitucionalista, em 1820, pôs fim a séculos de monarquia absoluta, impondo uma Constituição que criou um Parlamento: as Cortes.

A Paraíba, junto com as demais províncias do reino do Brasil, elegeu em 1821 seus deputados. Eram quatro antigos revolucionários de 1817: Francisco Xavier Monteiro da Franca, Francisco de Arruda Câmara, e os padres José da Costa Cirne e Virgínio Rodrigues Campelo.

Antes mesmo do Grito do Ipiranga, fora convocada uma Assembléia Constituinte para o Brasil. Cinco foram os representantes paraibanos, com destaque para Joaquim Manuel Carneiro da Cunha, de relevante atuação nessa Assembléia, dissolvida antes de concluída sua missão.

O Imperador nomeou uma comissão que elaborou, finalmente a Constituição, outorgada em março de 1824.


As atitudes autoritárias do monarca, contudo, ensejaram novo movimento de rebeldia: a Confederação do Equador. 


Irradiando-se de Pernambuco, recebeu na Paraíba a adesão das Câmara de Areia, Campina Grande, Pilar, São João do Cariri e Mamanguape. A Câmara de Areia aclamou um governo provisório, sob a presidência de Félix Antõnio Ferreira de Alburquerque. Esta revolta foi também debelada.


Somente em 1826 foram eleitos os primeiros titulares das representações políticas criadas pela Constituição Imperial. Eram na Paraíba dois senadores, cinco deputados gerais (equivalentes aos atuais deputados federais) e treze conselheiros gerais da província (os atuais deputados estaduais).


Para o Senado, se elegia uma lista tríplice, da qual o Imperador escolhia o titular, que era vitalício. Deputados e conselheiros eram escolhidos pelo eleitorado. Este representava a minoria da população: cerca de um por cento, apenas. Eram eleitores os homens livres que dispusessem de certa renda e tivessem mais de vinte e cinco anos.


O voto era descoberto e as eleições, assim, facilmente manipuladas. Eleito era quem o governo queria, mesmo sem qualquer relação com a província que o elegia. Um dos primeiros senadores pela Paraíba foi o Marquês de Queluz, político mineiro. Depois, foi eleito também, Manuel de Carvalho Pais de Andrade, pernambucano. Em compensação, o Visconde de Cavalcante, um dos chefes da política paraibana, foi senador pelo Rio Grande do Norte.


Ato adicional votado em 1834 substituiu os conselhos gerais de província por assembléias provinciais, maiores e com mais poderes. A da Paraíba tinha vinte e oito membros. Neste ano se fundaram os partidos nacionais, Conservador e Liberal, que dominaram toda a política no regime monárquico. Existiram por sessenta e cinco anos. Foram assim as agremiações partidárias mais duradouras da história do Brasil independente.


Liberais - apelidados nacionalmente de luzias - e conservadores - alcunhados de saquaremas - tinham programas partidários bem distintos; mas as práticas, quando no Poder, eram iguais. Mais que de idéias, giravam em torno de nomes. Nenhuma diferença para a maior parte dos atuais. 


Os grandes nomes paraibanos do Partido Conservador foram ao longo dos tempos, Frederico de Almeida e Alburquerque, Diogo Velho Cavalcanti de Alburquerque, o Visconde de Cavalcanti, Silvino Elvídio Carneiro da Cunha, o Barão de Abiaí e Flávio Clementino da Silva Freire, o Barão de Mamanguape.


Entre os liberais se destacaram Manuel Lobo de Miranda Henriques (pai do futuro propagandista republicano Aristides Lobo), Felizardo Toscano de Brito, Francisco de Paula e Silva Primo e João Florentino Meira Vasconcelos.


JOÃO BATISTA NUNES - PSICÓLOGO
JOÃO PESSOA - PB.

sexta-feira, 15 de abril de 2011