A hegemonia macedônica teve seu ponto de partida na pessoa de Filipe II. Situada ao norte da Grécia, de solo acidentado, porém, fértil, antigamente coberta de bosques. Os macedônios, a quem os gregos chamavam de bárbaros, eram descendentes dos mesmos povos formadores das cidades helênicas e falavam uma língua derivada do grego.
Com a decadência das cidades gregas, provocada pelas contínuas guerras entre si, a Macedônia, que durante vários séculos havia levado uma vida obscura, projetou-se na vida grega nos tradicionais moldes imperialistas, isto é, através da guerra. Deu porém a Grécia a unidade que as cidades peninsulares jamais haviam alcançado.
Foi sob o reinado de Filipe II (359-336 a. C. aproximadamente) que os macedônios investiram contra as cidades gregas. Filipe havia passado parte de sua juventude, dos 15 aos 18 anos, como refém em Tebas e lá aprendera a tática militar grega. Usou principalmente nas suas conquistas a "falange macedônica", composição militar baseada numa antiga formação grega. A falange era o núcleo do exército e compunha-se de uma massa compacta de 4.096 hoplitas distribuídos em 16 fileiras de 256 homens. Cada soldado levava uma lança de seis metros, de maneira que as lanças da sexta fila avançavam um metro adiante dos homens da primeira. Constituía, pois uma fortaleza viva eriçada de pontas de ferro. Atrás e nos dois flancos da falange ia a infantaria ligeira, apoiada pela cavalaria. Usou também Filipe máquinas de guerra e torres de assalto, já conhecidas pelos assírios, que as haviam introduzido como elemento fundamental para o cerco.
A intervenção macedônica na Grécia foi realizada sob um pretexto religioso: acusados os fócios de lavrarem um campo consagrado a Apolo, perto do santuário de Delfos, tiveram que suportar uma guerra sagrada por parte da liga anfictiônica formada pela Beócia, Doris e Tessália. A liga anfictiónica pediu apoio militar a Filipe e este viu então a oportunidade de não somente intervir no conflito, mas em toda a Grécia.
Em Atenas, o partido demcrático chefiado por Demóstenes conseguiu convencer a Assembléia Popular do perigo que representava o poderio macedônico. Tornaram-se famosos seus inflamados discursos contra Filipe, conhecidos como Filípicas. Aliados aos tebanos, os atenienses resolveram afastar Filipe da Grécia.
No início tiveram algum êxito, mas em Queronéia (338 a. C.) foram batidos e a hegemonia grega passou às mãos dos macedônios. Filipe tratou Atenas com respeito, apressando-se em devolver os prisioneiros, porém exigiu-lhe que se submetesse à orientação macedônica.
Pouco depois, reuniu-se em Corinto uma conferência geral dos Estados gregos que o elegeu comandante geral de uma expedição para a dominação definitiva do império persa, velha aspiração não somente macedônica mas particularmente grega. Filipe, porém, foi assassinado no dia do casamento de sua filha (336 a. C.) Seu filho Alexandre iria substituí-lo no trono e realizar as conquistas sonhadas pelo pai.
(Fonte: A. Souto Maior, 1969 in História Geral)
A intervenção macedônica na Grécia foi realizada sob um pretexto religioso: acusados os fócios de lavrarem um campo consagrado a Apolo, perto do santuário de Delfos, tiveram que suportar uma guerra sagrada por parte da liga anfictiônica formada pela Beócia, Doris e Tessália. A liga anfictiónica pediu apoio militar a Filipe e este viu então a oportunidade de não somente intervir no conflito, mas em toda a Grécia.
Em Atenas, o partido demcrático chefiado por Demóstenes conseguiu convencer a Assembléia Popular do perigo que representava o poderio macedônico. Tornaram-se famosos seus inflamados discursos contra Filipe, conhecidos como Filípicas. Aliados aos tebanos, os atenienses resolveram afastar Filipe da Grécia.
No início tiveram algum êxito, mas em Queronéia (338 a. C.) foram batidos e a hegemonia grega passou às mãos dos macedônios. Filipe tratou Atenas com respeito, apressando-se em devolver os prisioneiros, porém exigiu-lhe que se submetesse à orientação macedônica.
Pouco depois, reuniu-se em Corinto uma conferência geral dos Estados gregos que o elegeu comandante geral de uma expedição para a dominação definitiva do império persa, velha aspiração não somente macedônica mas particularmente grega. Filipe, porém, foi assassinado no dia do casamento de sua filha (336 a. C.) Seu filho Alexandre iria substituí-lo no trono e realizar as conquistas sonhadas pelo pai.
(Fonte: A. Souto Maior, 1969 in História Geral)

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