quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESTADO DA PARAÍBA - PRIMÓRDIOS POLÍTICOS II

O Começo da República

Quando foi proclamada a República, o Partido Liberal se encontrava no poder. Isso fez com que os luzias passassem imediatamente para a oposição, enquanto os saquaremas procuravam aproximar-se dos propagandistas republicanos, então vitoriosos, para assumirem a situação.

Na Paraíba, os republicanos eram muito poucos. Ainda assim, tentaram chegar ao governo. Albino Meira, professor da Faculdade de Direito do Recife, e candidato amplamente derrotado nas eleições parlamentares do ano de 1889, chegou a ter o nome indicado para dirigir o Estado. Mas a República foi, sobretudo, um golpe militar, e a vontade do exército é que veio a prevalecer.

Entre os conspiradores vitoriosos, estavam os oficiais paraibanos João e Tube Neiva que conseguiram do Marechal Deodoro da Fonseca a nomeação de seu irmão, Venâncio Neiva, ligado ao Partido Conservador e Juiz de Direito de Catolé do Rocha, para Governo do Estado.


Foram nomeados também o Chefe de Polícia, o propagandista republicano Coelho Lisboa, e o Secretário Geral do Estado, Epitácio Pessoa, irmão de um dos conspiradores, o tenente José Pessoa, e sobrinho do Barão de Lucena, amigo, compadre e eminência parda do Marechal Deodoro. 


Venâncio veio para a Paraíba e começou a cuidar de sua política. Rompeu com seu antigo chefe conservador, o Barão de Abiaí e elegeu todos os seus candidatos à Assembléia Nacional Constituínte - três senadores e cinco deputados.


Entre os eleitos, destaques para os deputados Pedro Américo - homenagem ao grande artista - e Epitácio Pessoa, que iniciava, em plano nacional, uma carreira política que o levaria à culminância dos três poderes republicanos - feito até agora não igualado por nenhum outro brasileiro.

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